me conta da tua janela


Eu comecei a bordar e fazer crochê nas horas vagas, na verdade recomecei porque aprendi a realizar essas artes manuais lá na minha infância/adolescência, mas por motivo das correrias da vida acabei deixando de lado, algumas coisas até iniciadas sem nunca terminar, foi uma maneira de me reconectar comigo mesma, deixar de gastar minhas horas nas redes sociais e ocupar a cabeça de outra maneira que não seja vendo notícias cada vez mais desesperadoras.

Acredito que o artesanato é além de tudo, uma maneira de expressão, principalmente o bordado, você pode bordar o que quiser onde quiser, colocar nos pontos parte da sua história. Dia desses bordei um trecho da música "Me conta da tua janela" do duo ANAVITORIA que gosto muito e que me acalma em dias que o caos me domina, devido a toda essa melhora interna que isso tem me dado estou impelida a continuar com esse hábito por um bom tempo.

Eu aprendei a fazer crochê e a bordar praticamente ao mesmo tempo, quando era criança, não lembro exatamente a idade, mas foi por volta dos 10/11 anos, um pouco com a minha mãe, mas a maior parte com a Tia Jaci, ela era irmã da minha avó e eu a considerava minha avó também, eu sempre ficava na casa dela e acabei tendo mais memórias dela do que da minha própria avó.

Sou de uma época em que internet não existia na nossa casa, a TV quem assistia eram os adultos de vez em quando e minha ocupação preferida na pré adolescência era ler, fazer crochê e bordar e Tia Jaci tinha a paciência de me ensinar ponto a ponto, me dizia pra não ficar frustrada quando precisasse desmanchar e começar tudo de novo caso errasse... me inspirava muito nessa tia, a casinha dela era um brinco de arrumadinha, ah como tenho saudade, a partida dela foi muito triste pra nossa família. Hoje toda vez que faço crochê ou bordado é impossível não dedicar a ela cada ponto.

Pra registrar esses detalhes dessa minha terapia e pra me recordar do bem que me faz criei um perfil no instagram, sem interesse nenhum em fazer pra vender, se surgir alguma oportunidade posso até analisar, mas não é o principal intuito, quis colocar o mesmo nome aqui do blog porque gosto dele e também por ser uma das coisas que me faz suspirar.

Um comentário

  1. Olá, Ana!
    Linda a sua história com o bordado. Também aprendi a bordar o ponto cruz na minha infância/adolescência com a minha mãe. Mas juro que nunca mais pratiquei. Caiu em esquecimento. Hoje o que tem me despertado o interesse é a costura à mão. Não sei fazer nada extraordinário, mas me viro quando tenho que ajeitar alguma roupa descosturada, até costurei minhas próprias máscaras.
    Um abraço!

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